5h. - Mais uma vez, sou expulso do sono pelo diabólico chicote de víboras das idéias.
São 3h. ... ainda! Sem piedade, as fagulhas e os gritos das verdades desses inimigos da noite me atacam e eu não quero o que eu quero.
A razão gostaria que eu dormisse e repousasse e me refizesse depois de todas as fadigas e dispêndios de mim.
É um debate obscuro este - Quem é então o mestre, aqui? Junto a "Mim" - Quem, Você?
Quem ousa acordar quem? e chicoteá-lo com todas as víboras de lampejos que se excitam umas às outras e exigem violentamente viver cada uma delas e sem demora... Ah, minhas implacáveis combinações... Reações - Minha alma inesgotável me esgota - É um estranho conflito.
(1943. Sem título, XXVII, 112)
Texto de Paul Valery, traduzido por Augusto de Campos, no livro Paul Valery: A Serpente e o Pensar
São 3h. ... ainda! Sem piedade, as fagulhas e os gritos das verdades desses inimigos da noite me atacam e eu não quero o que eu quero.
A razão gostaria que eu dormisse e repousasse e me refizesse depois de todas as fadigas e dispêndios de mim.
É um debate obscuro este - Quem é então o mestre, aqui? Junto a "Mim" - Quem, Você?
Quem ousa acordar quem? e chicoteá-lo com todas as víboras de lampejos que se excitam umas às outras e exigem violentamente viver cada uma delas e sem demora... Ah, minhas implacáveis combinações... Reações - Minha alma inesgotável me esgota - É um estranho conflito.
(1943. Sem título, XXVII, 112)
Texto de Paul Valery, traduzido por Augusto de Campos, no livro Paul Valery: A Serpente e o Pensar
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